Imagine ter o corpo esguio e flexível, como o de uma bailarina, e os músculos fortes e definidos, como os de uma praticante de Pilates. Ficou curiosa? A nova aula, que une as duas modalidades, é capaz de tudo isso e muito mais.
O horário é reservado para mulheres, provavelmente acima dos 20 anos. Mulheres que talvez queiram se sentir um pouco mais femininas, um pouco mais bailarinas. A proposta é quase essa. Na sala de aula munida de uma barra e de um espelho, como toda sala onde se aprende ballet, mas não é uma aula de ballet, é o XTend, nome que a americana Andrea Rogers deu para seu modelo de aula, criada em 2006. É uma espécie de ginástica feminina que se inspira nos princípios da dança e do Pilates para trabalhar o corpo de um jeito mais suave que as ginásticas modernas. Suave porque foi feita para deixar a musculatura longilínea, alongada, e não hipertrofiada como a dos destaques dos últimos carnavais. Mas, em matéria de esforço, não é nada suave. A aula de 60 minutos é de esgotar as energias.
Eu sou suspeita para falar do Pilates, pois amo de paixão esta modalidade que praticamente é o que me mantém em condições de continuar treinando depois de 10 anos dando muitas aulas de auto-impacto e várias lesões por todo o corpo. Nos últimos anos, o Pilates foi uma das atividades físicas que mais atraíram adeptos no mundo. Em 2001, eram 2,5 milhões de praticantes; hoje, mais de 9 milhões. Essa ascensão revela um novo conceito de saúde e bem-estar. “Cada vez mais as pessoas buscam atividades que fazem bem ao corpo e à mente”, acredita Claudia Rosa, proprietária do estúdio Galeria Pilates, em São Paulo. Segundo ela, o espaço intimista típico das salas de Pilates, onde as alunas não precisam se preocupar tanto com a aparência, faz com que elas prestem mais atenção em si mesma.
A fim de diversificar ainda mais a atividade, a rede de academias Bio Ritmo acaba de lançar no Brasil o XTend. “Ao incluir a dança, você trabalha com o imaginário das mulheres e torna a aula mais lúdica”, afirma a professora americana Stefanie Ellis, principal nome da atividade nos Estados Unidos. No novo método, muitos dos movimentos são feitos na ponta dos pés e na clássica barra de ballet, exigindo ainda mais equilíbrio, flexibilidade e condicionamento físico. “As alunas saem das aulas se sentindo mais femininas”, revela Stefanie.
Nos 60 minutos de aula, uma barra, como a de ballet, bolas, corda e pesinhos auxiliam na execução dos movimentos, que pode ser um plié + a contração abdominal ou agachamentos na ponta dos pés. Os acessórios aumentam significativamente o esforço físico para cumprir as séries de movimentos propostos, vários deles são repetições feitas com todo o corpo e a base de apoio é apenas as pontas dos pés. A aula é mais “pesada” do que pode parecer!
A prática promete melhorar a coordenação motora, o ritmo (que são alguns dos objetivos do pilates) e o condicionamento cardiovascular (que é um dos benefícios da dança). E, realmente, feita com disciplina e constância, deve deixar o corpo tonificado como um todo. Mas só se você sobreviver e conseguir andar depois da primeira experiência! Hehehe.
A criadora Andrea Rogers diz que o XTend é uma oportunidade de as mulheres que não nasceram para ser bailarinas (quer dizer, as mulheres comuns, que não são magríssimas nem altas nem superflexíveis nem espetacularmente graciosas) vivenciarem um pouco a cultura do ballet. Nos EUA, mais de 40 academias já oferece o pacote combo de malhação durante 60 minutos, três vezes por semana, ao custo de 35 dólares a aula. No Brasil e na Austrália, onde o XTend acaba de desembarcar, vendendo condicionamento físico, flexibilidade, fortalecimento muscular, além, é claro, do necessário gasto calórico, a técnica alia os três tipos de capacidades e oferece uma aula animada, completa e com um grande apelo estético. O Xtend requer bastante atenção e disciplina, pois as duas atividades exigem uma boa postura e muita força no abdômen. Lembra-se daquelas antigas palavras da sua professora de ballet: “peito para fora, barriga para dentro, ombros para trás e cabeça alta…”? Pois bem, elas estão de volta.
O que garante esse gasto calórico alto, já que a atividade não é considerada aeróbica, é o dinamismo da aula. O Xtend é embalado ao som de dance ou pop music. Além disso, o uso de materiais extras potencializam ainda mais os resultados,
conseguindo ativar e trabalhar as musculaturas mais profundas ao mesmo tempo e intensidade. Isso acaba deixando o corpo mais forte, definido e alongado, sem exageros. Quem pratica garante que os benefícios, como aumento da flexibilidade, da resistência muscular, da agilidade e do equilíbrio e boa postura, são conquistados em um curto período de tempo. Em menos de dois meses já é possível sentir as diferenças, especialmente no contorno das curvas.
Saturno Souza, diretor técnico da Bio Ritmo, define a aula como “o primeiro treinamento de condicionamento muscular e cardiovascular intenso que mistura os princípios do Pilates aos benefícios da dança”. Em outras palavras, isso significa que a mulherada vai suar, e muito. Mas também ficará com as pernas mais definidas, principalmente as panturrilhas, o bumbum durinho, o abdômen chapado e os braços torneados.
A mistura coloca até 25 alunos em uma sala com ingredientes básicos do Pilates e do ballet: bola, elástico e barra. A trilha sonora foge à regra da dança clássica e incorpora o pique frenético das aulas de aeróbica ou remete a uma balada de música eletrônica. O som, como não poderia deixar de ser, briga com a voz do instrutor, que deve, ao longo da atividade, definir e descobrir os níveis de cada um de seus pupilos.
“Não há níveis pré-estabelecidos, o instrutor é capacitado para identificar o condicionamento de cada um e exigir mais ou menos dos alunos”, explica Ellis, após uma aula demonstrativa na academia Bio Ritmo, em São Paulo.
Para ser instrutor da novidade, é preciso ter formação em Pilates e fazer um curso de apenas três dias. A representante do XTend no Brasil, Áurea Lara, professora da academia paulista, tem 12 anos de trabalho na área e será responsável por capacitar os professores da Bio Ritmo.
Apesar da exigência curricular, a XTend não tem o acompanhamento individualizado e não oferece a aparelhagem variada das aulas de Pilates tradicionais. Exercícios com bola, elástico e controle abdominal simbolizam a técnica durante a aula.
Não há pré-requisitos, tampouco limite de idade para provar da modalidade, ela só não é indicada para quem tem algum problema nos joelhos.
Quando uma coisa nasce da mistura de outras duas coisas, ela é uma terceira coisa. E não necessariamente uma coisa nova. Antes de as mulheres invadirem a musculação, as ginásticas femininas eram baseadas na dança mesmo. Até nos trajes. As mulheres usavam collants e meia calça para se exercitar. O que está acontecendo é um resgate das qualidades boas que já existiam nas atividades antigas, e sua adaptação para a realidade das academias. E isso talvez se deva à explosão do Pilates, que trouxe para o mundo do fitness a valorização da consciência corporal e da postura, elementos que sempre foram da dança.
Ultimamente o que podemos observar é que as mulheres andam perdendo a mão nos padrões de estética, está ficando até feio de se ver, já vi mulheres que davam para confundir com homem mesmo, mas esta é minha opinião. Estou achando o máximo este resgate de atividades que estão se tornando inovação e prometem deixar os moldes da mulher femininos novamente.
Se a idéia é emagrecer, suar e buscar condicionamento físico, a modalidade é altamente recomendada. O desejo de tornar-se bailaria, ou voltar a praticar a dança, porém, deve ser deixado do lado de fora da sala de aula. A modalidade intercala alguns dos mais básicos exercícios do ballet, nada que permita dar piruetas, “o ballet clássico não é para todas as mulheres, o XTend sim”, endossa Stefanie Ellis.
A Equipe Corpo em Foco parabeniza a rede de academias Bio Ritmo, por mais uma vez trazer o que há de melhor no universo fitness para o mercado brasileiro. Inovação sempre, é o que vemos em vocês. Sucesso!
Fontes:
bioritmo.com.br
chic.ig.com.br





Não vejo a hora de começar na minha unidade!!!! Amo Pilates e com certeza vou adorar o Xtend!!!
Olá! Vc sabe se a modalidade esta disponivel em Brasília? amei a ideia quero começar já!
bj
Pilates acho muito antisocial. Dancei durante muitos anos, sou fascinada pela técnica do ballet! Acho que vou gostar dessa nova modalidade.
Não sou fã do Pilates mas sou fascinada pela técnica do ballet. Acho que vou adorar essa nova modalidade!